Da escola para a vida: o que podemos aprender com os estudantes da EP de Mauriti – CE?

12 de setembro de 2017 - 19:31

Entender como pensa a população. Aliar os conhecimentos aprendidos na escola à prática social. Desenvolver a oralidade e os conhecimentos matemáticos. Cooperar e trabalhar em equipe. Múltiplas são as aprendizagens que o projeto A porcentagem como ferramenta de conscientização social, da turma do 1º Agropecuária da escola profissional Padre João Bosco de Lima, vem desenvolvendo desde o seu início, em março de 2017.

 

             

 

O projeto constitui-se em aliar pesquisa de campo, conhecimentos de porcentagem e conscientização social através de exposições orais nas escolas regulares de ensino médio do município de Mauriti.

 

“Tem sido muito bom visitar as escolas. As turmas são muito atenciosas e participativas”, comenta o estudante Douglas Melo. “Nossa ideia é levar a apresentação para as escolas de ensino médio de Milagres. Se tudo der certo, faremos isso no próximo mês”, complementa entusiasmado o estudante Edinei da Silva.

 

                                                                  

 

Apresentações para os terceiros anos: como o enfoque é a conscientização, sobretudo política, o projeto direcionou suas atividades de conscientização tendo como público-alvo alunos das escolas públicas que estejam cursando o terceiro ano do ensino médio, visto que, pela faixa etária, fazem parte da população que irá votar já nas próximas eleições em 2018.

 

             

 

Motivo de preocupação: na pesquisa realizada com transeuntes em abril, chamou atenção da turma o fato de boa parte das pessoas entrevistadas não lembrarem em quem votaram na última eleição para senador.

 

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30% dos 74 homens e 45% das 74 mulheres disseram não lembrar em quem votaram na última eleição para o Senado.

Ao abordar tais números para seus colegas, os estudantes demonstram que o nível de consciência política da população é muito reduzido o que prejudica a participação democrática. Outro dado que chama bastante a atenção é o fato de que, para a maioria das pessoas entrevistadas, a honestidade do político não é considerada para que se vote ou se deixe de votar em determinado candidato.

 

“Isso é algo muito ruim. Como podemos ter candidatos e políticos honestos se a maioria da população não considera a honestidade na hora de votar”, ressalta a aluna Bárbara Lucena.

 

A ideia do projeto é que os estudantes compreendam a importância de temas sociais, partindo da porcentagem e da análise de pesquisas de campo. “No decorrer do ano letivo vamos planejar ainda mais ações. Queremos transformar nossa sociedade e, para isso, precisamos ser conscientes.”, conclui o estudante Maurício Teixeira. 

 

Segundo os orientadores, contando com a apresentação na Feira da própria escola e as exposições orais feitas nas demais escolas estaduais, mais de 1000 pessoas já tiveram acesso aos dados e puderam refletir sobre seu nível de consciência política. No momento em que a participação política é tão contestada, projetos que desenvolvam a consciência e o senso crítico dos alunos são essenciais, não só para a escola, mas sim, para a vida.